sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Cócegas de liberdade

Eu preciso realmente descrever uma coisa que venho sentindo com alguma freqüência nessa época ainda meio nova da minha vida.
Não estava acontecendo nada de especial, era so eu, com fones de ouvido, indo ao mercado a passos longos porem lentos, depois de um expediente normal e um ventinho fresco muito oportuno.
Foi então que eu percebi, não tinha ninguém me esperando em casa, ninguém dependendo de mim pra nada, ninguém que se preocupasse onde eu estaria aquela hora, fazendo o que e porque.
A sensação de nenhuma amarra que me prendesse a alguém foi tão divertida e prazerosa que eu senti como se fossem cocegas de liberdade. Sem a sensação fisica de ser tocada, mas com todos os motivos do mundo pra gagalhar. Ou melhor, poder gargalhar sem ter qualquer motivo. Sei la!
Agora nada me prende a ninguém, nenhuma obrigação. As pessoas que continuam na minha vida não se ligam a mim de qualquer modo, seja por um laço, seja por correntes, ou por qualquer vinculo. Ela são parte de mim. Eu as fiz parte de mim, uma continuação do meu eu.
São essas pessoas que me fazem sentir em casa, que dizem que determinada comida era boa, muito boa 'mas não era a sua né!', que completam as minhas piadas, que enchem meu copo, que esvaziam minhas dores. Sao essas pessoas que escutam eu repetir velhas historias, não porque não tenha novas pra contar, e sim porque elas estao sempre ao meu lado quando aparecem pessoas novas pra ouvir.
Elas vem e vão como querem, como eu quero. E sempre podem partir e sempre podem voltar. E nunca deixam de estar aqui, porque estão em mim.

2 comentários:

Unknown disse...

néri minha amora, tu naum presta msmo q covardia! o q tu falo aí só naum é + lindo q tu x)
amo vc, mtaum, forebizprasempre
;@@@

Wolf disse...

Sei bem como é. E como sei...